As Runas Futhark

Futhark é o nome das seis primeiras letras ou glifos do alfabeto rúnico, que são símbolos mágicos e proféticos, as Runas fazem parte da tradição cultural dos vikings. Segundo o mito, estas pequenas peças foram encontradas pelo deus Odin, que as divulgou entre seu povo como símbolos de sabedoria e do conhecimento de todos os mistérios dos deuses e dos homens. Os deuses moravam no Asgard, no centro do mundo e lá crescia o Yggdrasil, a árvore do Mundo que servia de comunicação entre a terra e o paraíso. Nesta árvore o deus Odin conheceu a sua maior provação e descobriu o mistério da sabedoria das Runas. Seu sacrifício de ficar pendurado ferido por 9 noites balançando na árvore é a criação desse alfabeto que não era um idioma falado. As letras possuíam sons e nomes significativos que eram usados como talismã, ritos de fertilidade e nas adivinhações.
Cada signo alfabético (glifo) foi acrescido de um determinado valor simbólico e runa significa mistério ou coisa secreta. Cada letra rúnica tornou-se depositária de intuições enriquecidas de acordo com o talento do praticante – o runemal. Desde o início as runas serviram para a adivinhação e para evocar as forças supremas que podiam influir na vida e no destino dos povos, afetando todos os aspectos da vida, desde o mais sagrado até o mais prático.
Havia runas para as invocações para influenciar o clima, as mares, as colheitas e o amor; para curar, enfeitiçar, anular feitiços, proteger os nascimentos e livrar da morte. Seu poder mágico era gravado em amuletos, taças, espadas, assim como na proa dos navios e nos batentes das casas.
Os xamãs, Mestres e Mestras das Runas, usavam vestimentas que os distinguiam. Eram honrados e bem-vindos, além de temidos. Para esses povos, a terra e todas as coisas que nela habitavam tem vida. Por isso, os símbolos rúnicos eram gravados em madeira, metal ou couro, acreditando-se que fossem objetos vivificados. Elas eram tingidas com um pigmento e até sangue para aumentar a força do feitiço. As Runas mais comuns eram pedrinhas chatas e lisas, com glifos pintados de um dos lados. O mestre sacudia a sua bolsa e espalhava as pedrinhas no chão; as que caíam com a inscrição voltada para cima eram interpretadas.